Há uma nova marca portuguesa no universo da iluminação. Chama-se fOsqa e chega com uma proposta de valor que vai além da criação de objetos, propondo-se contar histórias, provocar emoções e transformar a forma como vemos, sentimos e habitamos a luz.
Na sua génese estão a KATOA Lighting e o arquiteto Pedro Geraldes, a primeira com experiência na produção de soluções de iluminação e o segundo com uma visão profundamente ligada ao design e à forma como as artes podem provocar emoções.
É precisamente Pedro Geraldes que assina a primeira coleção da fOsqa, que se materializa em cinco criações: TOBU, MIES, NEIL, UNSYM e ÍCARO.
TOBU nasce como uma família de luminárias composta por volumes retangulares alongados e elementos estruturais em aço. Entre a precisão arquitetónica e uma dimensão lúdica, as diferentes versões exploram a verticalidade, a simetria e a assimetria, criando luz direta, rasante ou difusa. A cor assume um papel determinante, dando à peça a capacidade de transformar um espaço mesmo quando não está acesa.
Em MIES, uma homenagem à linguagem de Mies van der Rohe, a luz emerge da distância entre dois planos deslocados, mimetizando a sua arquitetura. A peça pode ser orientada a 90, 180, 270 ou 360 graus, produzindo diferentes efeitos no espaço sem alterar a sua forma. Cada plano pode ainda receber uma cor, um material ou um acabamento diferente, permitindo que quem a escolhe participe na sua construção.
Já NEIL explora a relação direta entre a luz e o corpo, trazendo a lua para o nível do olhar. Inspirada no primeiro ser humano a pisar a superfície lunar, combina uma grande forma circular luminosa com uma estrutura mínima, idealizada num negro profundo. Quando está apagada, quase se anula; quando se acende, a luz torna-se envolvente, contínua e quase tátil.
UNSYM parte da assimetria e da relação entre formas distintas para alcançar o equilíbrio. É uma peça que se ilumina a si própria e desafia a ideia de que o equilíbrio depende necessariamente da simetria.
Finalmente, ÍCARO leva a coleção para um território mais performativo, provocador e bem-humorado. O abat-jour abandona o espaço e coloca-se sobre a cabeça, transformando quem o usa numa fonte de luz, num objeto luminoso e numa escultura viva.



Depois da estreia, o obetivo da fOsqa é convidar artistas, arquitetos, designers, escultores, ilustradores e artesãos, nacionais e internacionais a interpretar a luz a partir dos seus próprios universos, dando origem a coleções com identidades distintas, mas unidas pelo mesmo critério de originalidade, autoria e força emocional. Assim será com a artista multidisciplinar dinamarquesa Tilde Grynnerup e com o designer austríaco Stefan Sagmeister.