O ano de 2024 vai ficar na história do vinho do Porto como um ano vintage, declarado apenas quando a colheita é excecional. É o momento mais alto de quem se dedica a produzir este néctar nas encostas do Douro.
Porto Ferreira e Sandeman
Duas das marcas da Sogrape – a Porto Ferreira e a Sandeman – chegam em junho ao mercado com o rótulo Vintage 2024, juntando-se a uma garrafeira que guarda vintages desde 1820.
São dois vinhos que, segundo o diretor de enologia da empresa, Luís de Sottomayor, apresentam “uma frescura e uma harmonia notáveis”.
Assim, o Porto Ferreira Vintage 2024 destaca-se pela sua estrutura sólida, elegância e taninos de grande qualidade, “um perfil fiel ao histórico da marca”. Por sua vez, o Sandeman Vintage 2024 revela um perfil robusto, concentrado e com grande profundidade, marcado por taninos firmes que prometem uma longevidade extraordinária”.


Burmester e Kopke
O Kopke Group anuncia o lançamento de dois Vintage 2024 das suas casas Kopke e Burmester, dois vinhos que apresentam como revelando “uma enorme intensidade de cor e uma acidez natural impressionante”.
Estas duas referências, assinadas pelo master Blender Carlos Alves, são interpretações distintas de um ano vitícola marcado pelo equilíbrio, precisão e elevado potencial de envelhecimento no Douro. Da primeira foram produzidas 11.984 garrafas de 0,75L e 600 de 1,5L, enquanto da segunda estão disponíveis 9.964 garrafas de 0,75L e 300 de 1,5L.
O Kopke Vintage 2024 afirma-se como um vinho de grande concentração e carácter. Proveniente maioritariamente de vinhas velhas, revela uma profundidade aromática marcada por notas de fruta ácida, nuances cítricas, apontamentos de especiaria e cacau, bem como subtis notas mentoladas. Já o Burmester Vintage 2024, evidencia elegância e expressividade aromática. Produzido a partir das castas tradicionais do Douro, revela um perfil aromático exuberante, em que se cruzam notas florais e fruta fresca.

Symington
A Symington Family Estates anuncia o Porto Vintage clássico de todas as suas casas: Dow’s, Graham’s, Warre’s, Cockburn’s e Quinta do Vesúvio. São expressões distintas de um mesmo ano excecional que resultam em vinhos que refletem o caráter singular das suas origens.
A estas referências juntam-se dois vinhos de produção extremamente limitada, representando micro terroirs únicos: Graham’s The Stone Terraces e Capela da Quinta do Vesúvio.
Sete anos depois da última declaração vintage, o ano de 2024 assinala o regresso da “harmonia clássica do Douro”: maturações equilibradas, condições climáticas estáveis e uma expressão pura e precisa do fruto. De acordo com o produtor, a Touriga Nacional e a Touriga Franca atingiram níveis de excelência e moldaram decisivamente a arquitetura final dos vinhos, resultando em “vinhos de grande elegância e estrutura, com frescura, longevidade e notável precisão”.

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