“Nem todas as vitaminas C são iguais.” Foi a partir deste pressuposto que a Skinceuticals reuniu, em Lisboa, três dermatologias para uma conversa abundante em “ConsCiência Antioxidante”. E que permitiu dar a conhecer melhor este poderoso ingrediente dos cuidados com a pele, bem como para desconstruir alguns mitos. Uma conclusão emergiu: pelo seu efeito protetor, a vitamina C deve fazer parte da rotina diária.
Coube a João Encarnação, market director da L’Oréal Dermatological Beauty, enquadrar o evento, desde logo explicando o jogo presente na construção da palavra “ConsCiência” que foi o fio condutor da conversa: a consciência de que a vitamina C é um pilar fundamental no tratamento da pele assenta na ciência. E, neste domínio, a Skinceuticals reconhecer que há ainda um trabalho grande a ser desenvolvido, abraçando, pois, essa responsabilidade.

Este foi o intuito do evento que levou a palco, no restaurante JNcQUOI Club, os dermatologistas Rita Travassos, Diogo Forjaz e Marta Ribeiro Teixeira. E porque o que estava em causa era aumentar o conhecimento sobre a vitamina C, nada melhor do que começar por explicar a importância de um antioxidante – uma fórmula que contribui para neutralizar os radicais livres da pele, isto é, aquelas moléculas que causam danos nas células, abrindo caminho aos sinais do envelhecimento cutâneo.
A pele – recordaram – está sujeita diariamente a agressões, desde logo as exteriores, com destaque para a radiação ultravioleta e para a poluição, mas também as dos ambientes interiores. São agressões que geram stress oxidativo, podendo convergir no que a dermatologia designa como inflamaging, um conceito recente que junta envelhecimento e inflamação. A longo prazo, as consequências vão além das rugas e da flacidez da pele, estendendo-se ao agravamento de patologias como acne e rosácea e a um maior risco de cancro da pele.
Pela manhã, todos os dias

Perante este quadro, como proteger a pele com um produto à base de vitamina C? Os dermatologistas presentes defendem o uso diário de um sérum, pela manhã. E porquê? Precisamente por ser um antioxidante funciona como um escudo, complementando a proteção solar. Uma dupla aplicação – de manhã e à noite – é igualmente possível, mas há um limiar a partir do qual não há vantagens em aplicar mais vezes.
E no verão? Nesta altura do ano, a recomendação é para a utilização de formulações mais intensas, de modo a otimizar a percentagem de vitamina C que vai estar disponível na pele. Na prática, o efeito de escudo é reforçado.
No que toca à concentração da vitamina C, a recomendada oscila entre os 10% e os 20% – abaixo de 10% é menos eficaz e acima dos 20% não oferece necessariamente mais eficácia, embora possua um maior poder de infiltração na pele. A propósito, os dermatologistas notaram que esta é uma molécula mais estável em pH ácidos, o que a pode tornar menos tolerada por peles mais reativas.
É, de facto, uma molécula altamente instável, o que torna imprescindível que o produto seja mantido longe da luz: a embalagem é escura precisamente para proteger a fórmula da oxidação, pelo que, depois de aberto, o sérum deve ser mantido na cartonagem.
Se mais concentração nem sempre é melhor, será que a pele ganha se a vitamina C estiver acompanhada de outros princípios ativos? Há sinergias com provas dadas, nomeadamente com vitamina E, que é mais lipofílica, pelo que ajuda o produto a penetrar melhor, mas também com o ácido ferúlico, que possui um efeito estabilizador (como no CE Ferulic, da Skinceuticals).
Para Rita Travassos, Diogo Forjaz e Marta Ribeiro Ferreira, a vitamina C deve ser considerada um básico universal, isto é, deve estar presente nos cuidados de todas as peles (exceto as infantis). A mão cheia de vantagens explica esta conclusão: previne o envelhecimento, estimula a produção de colagénio, tem um efeito clareador sobre as manchas (sejam elas do sol, melasma ou até resultantes de queimaduras). Nas peles mais jovens, é preventiva; nas mais maduras é corretiva. A rotina, essa, deve ser personalizada.