A vista é mais do que suficiente para justificar a subida ao rooftop do Hotel Baía, em Cascais. Afinal, abre-se precisamente sobre as águas tranquilas que tocam a vila. Mas, há mais razões: é que o Blue Bar acaba de reabrir renovado, com nova decoração e nova carta.
É João Coruche, administrador do hotel, o anfitrião da reabertura do espaço situado paredes meias com a piscina – também ela uma janela rasgada sobre o mar. Graças à curadoria do ateliê de arquitetura Conceitos de Arte, o bar ficou mais trendy, acentuando-se o azul que lhe vai no nome, com uma abordagem contemporânea em que a simplicidade das linhas harmoniza com a serenidade que chega do oceano.
Aberto até meados de outubro, ainda que a data possa sofrer os caprichos da meteorologia, durante a semana o rooftop é frequentado sobretudo pelos hóspedes do hotel, mas ao fim de semana recebe quem passa e se propõe desfrutar de um final de tarde tranquilo. Com uma bebida ou uma refeição ligeira.
E, nas bebidas, o convite é para descobrir um dos vários cocktails de assinatura, como o Baía Spritz ou o Sandy Shores, ou para mergulhar numa sangria surpreendente como a Pera Bêbada. Os milkshakes também prometem ser uma aposta vencedora. Nos snacks, estreiam-se a blue sandwich de atum fresco, o taco crocante de lagosta e o brioche com ovos mexidos e cebolinho.
A música está sempre presente, sendo que, uma vez por mês, regressam as festas temáticas animadas por um DJ.

A renovação do Blue Bar seguiu um plano de investimentos que envolveu os quartos – nos meses de janeiro e fevereiro, os de menos ocupação – e o restaurante. Também aqui a carta é nova, com assinatura do chef Diogo Fonseca. Salada de lagosta e carré de borrego são duas das sugestões.
Foram – conta o administrador – dois milhões e meio de euros aplicados ao longo de dois anos para atualizar um hotel que, com os seus 63 anos, sofreu naturalmente a erosão do tempo. E, com a localização à beira-mar, não escapou à do clima.
João Coruche representa a terceira geração da família proprietária do Hotel Baía. E a quarta está já pronta a suceder-lhe: afinal, “é o legado do avô”. Erguido onde era a casa dos bisavós, foi “o primeiro grande hotel de Cascais”, um ícone que se mantido o espírito familiar. “É o que nos caracteriza. E esse espírito reflete-se na maneira como recebemos os clientes. É como se estivéssemos em casa”, partilha. Para esse ambiente contribui a equipa – afinal, há funcionários com um percurso de 40 anos, que conhecem os clientes e os tratam pelo nome. E os clientes são sobretudo portugueses, com os ingleses a dominarem entre os estrangeiros. Muitos deles, voltam. E, este verão, voltam a um novo Blue Bar.