Baunilha, bergamota, fava tonka, íris, rosa e jasmim – são estas as seis fragâncias que constituem a assinatura olfativa da Guerlain e que agora extravasam a perfumaria tradicional para levarem a “Art et la Matiére” da Maison a dois novos lançamentos: uma linha de velas e outra de ambientadores para o carro.
Foi em 1921 que Jacques Guerlain identificou nestes ingredientes naturais o fio condutor distintivo da Maison. Ao ponto de, em 1998, o seu sucessor, Jean-Paul Guerlain, ter lançado mesmo o perfume “Guerlinade”, para assinalar o 170.º da marca. Uma fragância excecional, na medida em que combinava as seis notas olfativas.
Este é o fio condutor da Guerlain, não significando, porém, que todas as fragâncias estejam presentes em cada lançamento. Certo é que pelo menos uma dela estará em evidência, como nota de base de cada perfume.
Com uma identidade olfativa única, são agora transpostas para uma coleção de velas, pensada para personalizar o ambiente de casa – tal como o perfume que se vaporiza sobre a pele, pode mudar em função do estado de espírito, do momento, da estação do ano.
São, pois, seis velas, inspiradas nos extratos dos ingredientes icónicos da Guerlain: baunilha, para notas mais fumadas e discretamente amadeiradas, criando um ambiente quente; bergamota, com um aroma cítrico e fresco, para um convite sensorial a uma viagem ao sul de Itália; íris, para um toque de sofisticação e doçura com notas de amêndoa; rosa, com a intensidade floral a encher o ar, exaltada por notas de patchouli; fava tonka, para criar um ambiente sumptuoso, enriquecido por essência de amêndoa amarga; e jasmim, uma fragância ao mesmo tempo vibrante e suave.
Produzidas com cera de abelha, são acompanhadas de um porta-velas em cerâmica com a icónica forma octogonal da marca e o símbolo da abelha presente nas criações da Guerlain desde há quase 200 anos. Cada um combina o dourado da Maison com uma cor inspirada precisamente na guerlinade, do rosa ao amarelo, do branco cremoso ao verde suave, do azul profundo ao padrão leopardo. Como as velas são vendidas em separado, abrem-se múltiplas possibilidades de combinação, entre o visual dos potes e a fragância.

A mesma filosofia está presente no ambientador de carro. Igualmente recarregável, a fragância é “guardada” por uma cápsula octogonal que não deixa espaço para dúvidas sobre a assinatura Guerlain. Significa isto que no verão é possível libertar um aroma mais fresco, trocando por outro mais quente no inverno. É igualmente possível ajustar a intensidade da difusão sendo que, em funcionamento contínuo, a duração é de 30 horas.
A icónica forma da Guerlain materializa-se, ainda, na linha de sabonetes para mãos e corpo. Como pedras facetadas, estas criações são enriquecidas com manteiga de karité, formando uma camada cremosa quando em contacto com a pele. Que, além de ficar limpa e suave, fica perfumada – pois, também aqui, estão presentes as fragâncias que compõem a guerlinade.

São novidades que refletem uma história que começou a ser contada em 1828, pela arte do perfumista Pierre-François-Pascal Guerlain. É ele que assina a primeira colónia da marca, feita à medida para a imperatriz Eugenie, consorte de Napoleão III. É uma fragância cítrica, em que se destaca a flor de laranjeira, e que marca igualmente o nascimento da “bee bottle” – um frasco com 69 abelhas adornadas, pintadas à mão em ouro. Cinco gerações depois, as velas, o ambientador de carro e os sabonetes são a nova expressão de “L’Art et la Matiére” da Guerlain.