Vinhos frescos e leves, para apreciar nos dias longos, é o que se deseja. A boa notícia é que difícil vai ser escolher, pois há opções para muitos brindes.
Edição limitada
A Quinta da Alorna Creations propõe para este verão o vinho branco Solera, uma edição limitada produzida exclusivamente a partir da casta Fernão Pires.
De cor amarelo-dourada, exibe notas oxidativas de frutos secos, como a avelã, que harmonizam com os aromas característicos de flores brancas e citrinos da casta. O perfil aromático completa-se com notas subtis de mel, caramelo salgado e baunilha.
O nome vem do sistema tradicional solera, em que as uvas da vindima de 2018 estagiaram em três barricas de carvalho francês adquiridas no mesmo ano para permitir uma lenta e controlada oxidação. Anualmente, as barricas foram atestadas com vinho de Fernão Pires das colheitas posteriores, com o engarrafamento a acontecer em março de 2025.

Da altitude duriense
A Duorum apresenta duas colheitas da marca Altitude, proveniente da Quinta de Castelo Melhor em Vila Nova de Foz Côa, no Douro Superior: um branco de 2024 e um tinto de 2023.
Resultante de um blend de Gouveio, Arinto e Rabigato, o Altitude by Duorum branco 2024 exibe aroma intenso a limão maduro, ananás e ligeiras notas tropicais. Na boca, é fresco e elegante, com um final longo.
Já no Altitude by Duorum tinto 2023, um blend de Touriga Nacional e Touriga Franca, sobressai a cor vermelha profunda com tonalidade violeta. No aroma é intenso, dominado pela fruta madura, como a ameixa, amora, framboesa e morango, e pelos aromas florais de violeta. Embora encorpado, é descrito como um vinho fresco, com acidez equilibrada bem envolvida no seu corpo e volume. Com taninos firmes, maduros e suaves, tem um final fresco e persistente.

Esquilo descontraído
Um esquilo é o símbolo do espírito descontraído da marca Bom Malandro, a mais recente do portefólio Symington.
Diz o produtor que esta é uma marca de vinho feita ao contrário, pois, em vez de partir de castas, quintas ou do terroir, partiu do nome e dos personagens para construir a sua história.
Disponível em branco e tinto, ambos DOC Douro, Bom Malandro é um blend tradicional, produzido a partir de uvas das castas nobres do Douro, provenientes de vinhas localizadas na região de Cima Corgo.
No branco, evidenciam-se aromas a ananás, manga e um toque de ameixa com subtis notas de baunilha em fundo. Na boca, apresenta frescura, com sabores crocantes de ameixa e alperce.
Já o tinto tem aromas de frutos vermelhos e uma componente floral que sugere esteva e carcuma. Na boca, apresenta-se encorpado e aveludado, com sabores de ameixa preta e pimento.

Trio do Dão
A Casa de Santar , produtor do Dão, acaba de lançar três novas colheitas dos seus Reserva Branco, Curtimenta e Colheita Tardia, com assinatura do enólogo Paulo Prior.
Assim, o Reserva Branco 2023 foi produzido com as castas Encruzado, Arinto e Malvasia Fina, sendo que metade fermentou e estagiou seis meses em barrica de carvalho francês com tosta suave. De aspeto cristalino, a cor é citrina com tons esverdeados e o aroma fresco, complexo, predominando notas de citrinos e frutos exóticos.
O Branco de Curtimenta 2023 é descrito como elegante e guloso. Com Encruzado (60%) e Arinto (40%), é um vinho cristalino com cor dourada com ligeiros esverdeados. Apresenta aroma intenso a frutas amarelas maduras, fruta de caroço e tem complexidade aromática.
Já o Outono de Santar Colheita Tardia 2022, ostenta um aspeto límpido e cor palha aberta, sendo o aroma botritizado, com nuances de manteiga, alperce seco e flores de citrinos.

De Lisboa vezes seis
São seis as novidades da AdegaMãe para este verão; cinco brancos e um tinto que, segundo o produtor da região de Lisboa, traduzem a identidade atlântica da casa e a paixão pelas castas portuguesas.
Um deles é o Vinhas Velhas – Vital 2022, fermentado em ovo de cimento e de que o enólogo Diogo Lopes diz ser “talvez o vinho mais aguardado”. Outro é o Parcela Amarela 2020, 80% do qual fermentou em ovo de cimento e o restante em barricas de carvalho francês.
Quanto ao Arinto 2020, é o vinho mais atlântico do produtor, com notas salinas e iodadas, acidez viva e excelente capacidade de envelhecimento. Já o Viosinho 2023 fermentou em inox, sendo um clássico na forma como integra a fruta, a acidez refrescante e a subtil untuosidade.
O Dory Branco 2024 é descrito como o mais versátil da casa, com perfil fresco, frutado e acessível. E o Castelão 221 é um tinto leve e elegante, com taninos suaves e boa acidez.

Com salinidade
A Picowines apresenta três referências para este verão, afirmando que captam na perfeição o espírito da estação e refletem com autenticidade o carácter atlântico e vulcânico dos Açores.
Ao mercado chega, assim, o Frei Gigante 2021, um branco feito de Arinto dos Açores, Verdelho e Terrantez do Pico. Fermentado em inox e estagiado sobre borras finas durante nove meses, apresenta notas cítricas, iodo e ervas aromáticas, com uma mineralidade elegante e uma acidez vibrante.
O Rola Pipa 2023 é um blend de uvas brancas selecionadas das zonas da Candelária, Barca e Lajido de Santa Luzia. Estagiou sobre borras finas durante dez meses, revelando um perfil aromático intenso. É um vinho estruturado e salgado, com aromas a fruta fresca, notas de algas e iodo.
Por fim, o Verdelho 2021: é proveniente de vinhas antigas junto ao mar, tendo fermentado parcialmente em barrica e inox. Com aromas de citrinos, algas e mineralidade, mostra-se denso, salino e cheio de energia no paladar.

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