Entre tintos e brancos, estão a chegar as novas colheitas de vinhos portugueses. Para os enófilos, é mais uma boa razão para encher a garrafeira.
Edição limitada
A São Luiz apresenta novas colheitas de três referências de edição limitada: são elas o Vinha Rumilã Grande Reserva Tinto 2020, o Winemaker’s Collection Folgazão & Rabigato Grande Reserva Branco 2022 e o Vinhas Velhas Grande Reserva Tinto 2022. Sob a orientação do enólogo Ricardo Macedo, revelam várias facetas do terroir duriense.
O Quinta de São Luiz Vinha Rumilã Grande Reserva Tinto 2020 nasce de uma pequena parcela centenária. A reduzida produtividade destas cepas e um longo processo de estágio, com dois anos em madeira e pelo menos outros dois em garrafa, dão origem a um vinho descrito como sendo de grande elegância e complexidade, com frutos silvestres, notas florais e especiarias, taninos sedosos e uma marcada sensação de mineralidade. A nova colheita está disponível numa edição numerada de 1.430 garrafas.
Com o Quinta de São Luiz Vinhas Velhas Grande Reserva Tinto 2022, a marca regressa às vinhas com mais de 50 anos da quinta, onde predominam a Touriga Nacional e o Sousão. De perfil complexo e sofisticado, combina fruta vermelha e negra com especiarias, frescura e taninos acetinados e firmes, num conjunto de estrutura aveludada e envolvente. A edição é limitada a 2.400 garrafas.
Já a nova colheita do São Luiz Winemaker’s Collection Folgazão & Rabigato Grande Reserva Branco 2022 resulta da combinação de duas castas brancas estudadas pela marca no Baixo Corgo. O lote é composto por 60% Folgazão e 40% Rabigato, tendo estagiado por quatro anos em barricas de 300 litros, revelando um branco aromático e distinto, com fruta branca de caroço, notas de toranja e subtis apontamentos fumados. Chega ao mercado numa edição limitada, numerada e assinada, de 4.400 garrafas.

Nova expressão
Senses Touriga Nacional 2024 é o mais recente lançamento da gama Senses, da Adega de Borba. Trata-se de um tinto que coloca em primeiro plano uma das castas mais emblemáticas do património vitivinícola português e revela a sua expressão em território alentejano.
O produtor descreve-o como um vinho dominado pela alegria. Porque, embora esta casta tenha chegado ao Alentejo há relativamente pouco tempo, adaptou-se bem à região e produz uvas de elevada qualidade, com um carácter próprio moldado pelo solo e pelo clima locais.
O novo Senses estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês e cerca de seis meses em garrafa. O resultado é um vinho de cor violácea carregada, com boa intensidade aromática, em que se destacam notas florais de violetas, cereja madura e ameixa preta. Na boca apresenta-se aveludado, equilibrado na acidez, com taninos finos e especiados, com um final elegante e frutado.

Um Alentejo fresco
É nas encostas do Parque Natural da Serra de São Mamede, em Portalegre, que nascem os vinhos da Quinta da Fonte Souto, de que acabam de chegar ao mercado o Florão Branco 2025 e o Florão Tinto 2024. Dois vinhos mais frescos e leves do que os tradicionais alentejanos.
Assim, o Florão Branco 2025 apresenta-se equilibrado, com estrutura e complexo, sendo composto por 75% de Arinto e 25% de Verdelho. Em prova, exibe aromas de manga e pêssego com notas de baunilha e uma componente floral muito fresca pontuada por flores brancas. Em boca, conjuga notas herbáceas com sabores de fruta branca como pera e alperce, com recorte crocante e grande frescura.
Já o Florão Tinto 2024 resulta de um lote de 30% Alicante Bouschet, 30% Syrah, 15% Aragonez, 10% Touriga Nacional, 10% Alfrocheiro e 5% Vinha Velha. Em prova, os aromas límpidos e bem definidos de frutos silvestres complementam-se com notas fragrantes de mato e caruma. Na boca, revela fruto compacto em que sobressaem ameixa preta e frutos vermelhos.

Branco de altitude
A Casa Ferreirinha acaba de lançar o Callabriga Branco 2025, um branco que traduz a identidade do Douro Superior.
É, pois, um vinho de altitude, nascido de uvas provenientes da Quinta da Muxagata, com vinhas plantadas a 500 metros de altitude, e da Tapada do Castanheiro, onde se encontram vinhas até aos 600 metros.
Com enologia de Luís de Sottomayor, é produzido a partir de Rabigato (35%), Viosinho (30%), Gouveio (20%) e Arinto (15%), tendo estagiado cerca de oito meses em barricas de carvalho, maioritariamente novas.
De cor citrina brilhante, apresenta um perfil elegante e complexo, marcado por aromas de frutos brancos, flor de laranjeira e notas cítricas. Na boca revela volume e frescura, com a madeira bem integrada e um final longo e preciso.

O primeiro de 2025
Da Quinta Linhas da Primavera, situada em Ronfe, Guimarães, chega o LDPØrigem 2025, o primeiro vinho da colheita de 2025 e a quarta referência lançada no ano de estreia como produtor.
Elaborado maioritariamente a partir da casta Loureiro, complementada por uma percentagem minoritária de Alvarinho, o novo vinho tem uma produção de 14.700 garrafas.
Com enologia de Mário Lopes, apresenta uma cor citrina, aspeto límpido e brilhante e aroma intenso, com notas que remetem para frutos de caroço e uma ligeira componente vegetal. Na boca, destaca-se pela frescura, pelo perfil agradável e pela persistência, com uma ligeira sensação de agulha.

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