O Esporão tem uma nova casa em Lisboa: chama-se Geradora e veio devolver a vida a um edifício industrial com mais de cem anos localizado na Tapada da Ajuda.
O objetivo é que seja um lugar vivido. E por isso pode-se almoçar ou ficar para uma prova de vinhos, ver uma exposição ou assistir a um concerto.
No centro da experiência está o restaurante. Liderado pelo chef Manuel Liebaut, propõe uma cozinha criada especificamente para Lisboa, descrita como contemporânea, descomplicada e confortável.
Assim, nas entradas da carta de estreia pontuam sugestões como ostras na brasa com molho à espanhola; rabanada de mexilhão com cebolada e toucinho e tártaro de vaca com molho de pica pau. Já nos principais, há lírio grelhado, molho de azeite com alho e hortaliças: corvina ao vapor, xerém e milho grelhado; ou pato assado, couve grelhada e citrinos. E, entre as sobremesas, encontram-se figo caramelizado, folha de figueira e girassol; ou pudim de leite condensado e camomila.



Ao sabor da sazonalidade dos produtos, mantém também uma relação próxima com o vinho: uma escada conduz à cave e garrafeira, onde convivem vinhos das diferentes origens do Esporão.
Restaurante e cave são, assim, duas das portas de entrada para esta Geradora, em que a experiência inclui ainda uma loja, um espaço museológico e uma programação regular de música, cinema, exposições, conversas e encontros.
O próprio edifício é uma das razões para a visita. Construído há mais de um século para produzir eletricidade para o Palácio da Ajuda, acabou por nunca cumprir verdadeiramente essa função. Entra agora numa nova etapa, com projeto do atelier Gorvell, que preservou o carácter industrial e muitos dos seus elementos originais, dando-lhes conforto. Volumes amplos, materiais que revelam a história do lugar e a relação permanente com a paisagem da tapada definem este novo ponto de encontro da cidade.