Luminosa e curvilínea. É assim a nova loja da Latitid, marca portuguesa que nasceu no universo do swimwear há 12 anos. Localizada no Príncipe Real, tem um outro simbolismo: é que é a primeira loja de rua em Lisboa.
E já era uma necessidade, como partilhou, em conversa com a Farniente, Marta Fonseca, cofundadora da marca, com a irmã Inês. “Adoramos a embaixada, começamos numa parede, depois crescemos para uma loja pequena e, de seguida, para uma maior”, conta.
Porém, o espaço fronteiriço ao Jardim do Príncipe Real vai ser reformulado e, de casa de marcas portuguesas, vai passar a acolher um hotel.
Sair era, pois, uma inevitabilidade. E ficar no bairro uma vontade. Afinal, é um bairro cosmopolita, o que trouxe à marca muitos clientes estrangeiros que, numa outra localização, se poderiam perder.
O espaço encontrado, na Rua D. Pedro V, é à medida da ambição e da estratégia da Latitid: afinal, com os seus 120 m2, é uma montra adequada para um portefólio que tem vindo a crescer. De marca de biquínis e fatos de banho, evoluiu para roupa de praia e, mais recentemente, para sportswear.
Sob a fachada azul forte, encontra-se uma loja desenhada de forma orgânica, de modo a que a exposição das coleções e a passagem das pessoas seja fluida. Os balcões redondos reforçam a ideia.
Na decoração, pontuam os tons neutros, dado que os modelos da Latitid são declaradamente coloridos. Nos materiais, a madeira vive em harmonia com o azulejo.

Lifestyle em sintonia
É neste ambiente que vive também a Hirundo, marca portuguesa de ténis sustentáveis fundada no Porto em 2021. Há dois anos e meio, que era inquilina da Embaixada, pelo que também ela foi confrontada com a necessidade de sair.
Eduardo Serzedelo, um dos fundadores, conta que a coabitação com a Latitid nasceu das sinergias entre as duas marcas: ambas portuguesas, ambas sustentáveis, com formas de trabalhar semelhantes e com equipas em sintonia. E ambas queriam ficar no bairro.
“Não apareceram muitos espaços, mas este era perfeito”, partilha. No piso térreo da loja, a Hirundo exibe os modelos principais da estação, com a mezzanine a funcionar como um espaço onde pode receber os clientes de forma mais personalizada.
O que salta à vista são as cores dos modelos – visíveis nas solas, são 14, com um único modelo, todo negro, a contrastar. E com uma oferta para todos os gostos: o clover (verde) e o azul elétrico colhem mais as preferências masculinas, enquanto o lemon é mais feminino. Já o brinjal (beringela) e o mostarda são mais consensuais.

As duas marcas convivem, assim, num espaço assinado pelo arquiteto Diogo Nogueira, em que se evidencia a montra criada por Mafalda Matos e que dá precisamente conta de que, ali, biquínis e ténis estão em harmonia.