É das florestas da província de Chiang Mai, no norte da Tailândia que chega o quarto Impossible Coffee, projeto da Delta que celebrar as origens improváveis do café e que se propõe criar valor e gerar impacto real.
“O Café da Floresta do Toki”, assim chamado, é, simultaneamente, uma celebração e uma confiança. Nas palavras do CEO do Grupo Nabeiro, Rui Miguel Nabeiro, é “uma celebração de novas histórias, de novos produtores, de impossibilidade que se tornaram realidade”. E é a confirmação do caminho que a empresa se tem proposto, de “colocar o produtor no centro”: “É o único caminho possível e cada história nos confirma que estamos no caminho certo”, comentou, sublinhando que estes cafés são mais do que um simples produto, são um motor de transformação, coma geografia, a história e o destino a serem desafiados por produtores que acreditam nos seus sonhos.
Depois dos Açores, de São Tomé e de Angola, chega a vez de a Tailândia ser terroir de um Impossible Coffee. “Cada lote que trazemos é absolutamente raro, uma verdadeira preciosidade que quase nunca atravessou fronteiras”, destacou o gestor, aludindo ao facto de a produção ser escassa e consumida internamente na sua maioria.
Coube à diretora das lojas Delta Coffee House Experience, Clara Melícias, contar a história deste café e de Toki, o produtor que lhe dá o nome. E começou por enquadrar como as plantações de coca do norte da Tailândia, entre os 1200 e os 1500 metros de altitude, estão a ser substituídas por plantações de cafeeiros, retomando uma tradição que remonta aos anos 60 do século XX, quando missionários cristãos para ali levaram sementes de arábica. Foram plantadas, mas acabaram esquecidas. E foi Toki que as descobriu, quando, ao regressar à sua aldeia, encontrou cafeeiros no meio da floresta, alguns plantados pelo bisavô há mais de 30 anos. “Com vontade de aprender, experimentou e melhorou processos e hoje é um dos mais respeitados produtores da sua região”, partilhou.
Esta é – segundo Clara Melícias – “uma história transformadora que simboliza resiliência”. E este é um projeto “sobre pessoas, comunidades e a força das ligações que o café consegue criar”.
A Delta foi a primeira empresa europeia a comprar este café, tendo adquirido 30 por cento da produção, sendo que 10 por cento das receitas das vendas vão reverter diretamente para o Toki, para que reinvista na sua plantação. Disso mesmo deu conta o chairman do Grupo Nabeiro, João Manuel Nabeiro, deixando a nota de que “saborear este café não é apenas provar um café excecional, é valorizar uma tradução e investir no futuro de agricultores que querem continuar a cultivar de forma sustentável”. “Quando honramos o passado, quando cuidamos do presente, quando acreditamos no futuro, tudo é possível”, concluiu.