Voar. É este o conceito que ganha asas no ibis Styles Lisboa Aeroporto, o mais recente projeto do grupo Accor em Portugal. Um conceito que vive da criatividade imprimida nos diferentes espaços, com símbolos alusivos à conquista dos céus.
A criatividade está, desde logo, nos alicerces do hotel, que nasceu da transformação de um antigo armazém industrial. Assinada pelo arquiteto Luís Teixeira, a intervenção arquitetónica preservou essas origens, mantendo alguns traços industriais, a que somou outros mais contemporâneos.
Assim, sem prejuízo da volumetria original, parte do núcleo foi demolido e nele nasceu um pátio interior que conecta todas as áreas sociais.

O diálogo entre o passado e o futuro acontece nas fachadas: na norte, a tijoleira mesclada e os perfis metálicos falam do uso industrial, enquanto na sul as superfícies envidraçadas e os brise-soleil em madeira remetem para a atualidade.
No interior, vive outra arte: a de Francisca Navio e Miguel Diogo, que assinam o design, enquanto Paulo Simões é o nome por trás do paisagismo. Pedro Versteeg foi o criador das várias intervenções artísticas, a começar pelo painel colorido, e alusivo ao tema deste Styles, que acompanha, em altura, os vários pisos do hotel.
Em todo o edifício é possível voar, através de símbolos: os pássaros evocam a migração e a liberdade; os aviões e as peças metálicas remetem para a engenharia e a história da aviação; as escadas traduzem ascensão e crescimento.
Lisboa está igualmente presente, através dos padrões geométricos que reinterpretam a calçada portuguesa, e de um sapo, um animal associado a prosperidade e que aqui evoca a reinvenção da cidade.

São três pisos e 126 quartos, a que se chega por corredores “habitados” por grandes nomes da aviação. Além disso, o hotel possui terraço, ginásio, restaurante e espaço de coworking.
O íbis Styles Lisboa Aeroporto é uma parceria entre dois grupos empresariais: o português AT, proprietário do edifício, e o francês Accor, que o explora. Como recordou, no take-off oficial, o presidente do grupo AT, Manuel Acácio, antes de receber hóspedes de todo o mundo”, o espaço foi sede da Seaside Portugal, “um lugar de trabalho e de projetos de crescimento”. É, afirmou, uma história que não se apaga, pelo contrário, faz parte da sua identidade: “Com a transição para o grupo hoteleiro, ganhou uma nova vida, mudou a função, mas manteve-se a ideia de criar valor.”
E criar é, aqui, uma palavra chave, como sublinhou a brand marketing manager eco brands ibéria da Accor, Laura Alves, a criatividade está no ADN da marca íbis, cujo lema é “open to creativity”. Daí que este hotel seja “um espaço cheio de design”.
Presente em quase todo o mundo, com 700 unidades, a íbis Styles tem na génese o desejo de quebrar os mitos que associam design em hotelaria a hotéis de luxo: “Quisemos trazer esse privilégio para o setor económico”, partilhou, a finalizar um evento em que os convidados foram mesmo desafiados a colocar a sua criatividade à prova.