No EPUR, a arte da gastronomia associa-se às belas artes, mercê de uma parceria com a Galeria 111. O restaurante liderado pelo chef Vincent Farges passa, assim, a ser montra de uma seleção de obras de arte modernas e contemporâneas.
Localizado no Chiado, em Lisboa, este restaurante distinguido com uma estrela Michelin propõe-se cruzar a gastronomia com outras expressões culturais, num percurso pensado a partir da arquitetura, da luz e da paisagem urbana.
“Para mim, cozinhar é construir uma narrativa sensorial onde cada elemento tem de fazer sentido. Esta colaboração nasce dessa mesma lógica: a arte entra no EPUR não como decoração, mas como uma extensão natural daquilo que acontece no prato”, contextualiza Vincent Farges, em comunicado.
Assim se explica que a curadoria tenha como eixos a natureza e o mar, com destaque para uma obra do artista açoriano Urbano, que funciona como ponto de ancoragem visual e simbólica no final da sala principal. Outras peças dialogam com a arquitetura contemporânea do EPUR, através de composições geométricas e estruturas visuais.
Além de Urbano, a seleção reúne obras de António Palolo, Manuel Baptista, Manuel Caeiro, Rui Pedro Jorge, e Samuel Rama.