É assim que o enólogo Marco Crespo Manteiga define o mais recente vinho da Quinta do Sampayo, um branco da colheita de 024, elaboradora a partir das castas Fernão Pires e Arinto, cultivadas há mais de duas décadas na propriedade de Vale da Pinta, na região do Tejo.
E isto porque, na sua opinião, este vinho traduz de forma autêntica o carácter do terroir: “As castas, autóctones e perfeitamente adaptadas ao nosso solo argilo-calcário, conferem ao vinho uma acidez crocante e elegante, que nos transporta diretamente para a região.” Além disso, diz o enólogo que “a frescura vibrante e a intensidade aromática” que o definem evidenciam a aposta nas práticas de agricultura regenerativa, um dos pilares da nova vida da quinta. E, além do cuidado colocado na vinha e na adega, o compromisso com a sustentabilidade estende-se à apresentação: a garrafa, com 395g, é feita integralmente de vidro reciclado, a rolha é de cortiça natural e o rótulo produzido com papel reciclado, minimizando o impacto ambiental.
São 6300 as garrafas de Quinta do Sampayo Branco 2024 que chegam ao mercado. Para a produção deste vinho, a equipa de enologia apostou num processo de vinificação separado até ao loteamento no final do estágio. “Começamos pelo desengace total, decantação estática a frio e fermentação durante 20 dias com temperatura controlada a 16º C. Depois, os lotes estagiaram parcialmente em barricas novas de carvalho francês de 225 litros, com batonnage na borra fina por período de 6 meses e o restante em depósitos de inox pelo mesmo período”, explica Marco Crespo Manteiga.
Este branco assinala ainda um ponto de viragem na imagem da quinta, com o rótulo de design minimalista a refletir um projeto mais consciente, ligado à terra e focado na autenticidade. “É uma expressão visual da transformação que também se sente no vinho”, partilha a produtora Ana Macedo, sintetizando a sua visão sobre a criatividade de André Almeida, da Agência Design Pé de Cabra.