Octávio Freitas e Ricardo Diogo são amigos. Um é chef, o outro é produtor de vinhos. Habituados a conversas a dois, decidiram agora verter essa experiência numa garrafa: e assim nasce “No Forno”, um vinho da Madeira, com a chancela da Barbeito.
A apresentação oficial está marcada para 9 de março, no restaurante Desarma, num jantar subordinado ao mote “Desarma o Tempo”. O tema não acontece por acaso: o objetivo é homenagear a importância do fator tempo na evolução do vinho, um dos ex-libris da ilha. Estão convidados chefs e antigos detentores de estrela Michelin que, por esses dias, chegam ao Funchal para a gala do guia.
Antes da estrela do jantar, vão ser recebidos por Ricardo Diogo com uma prova inédita de vinhos Madeira de 50 anos, da Barbeito. Segue-se o jantar propriamente dito, com produtos madeirenses servidos com vista para a baía.
Depois, o “No Forno”, um Madeira meio seco, criado a partir das castas Verdelho, Sercial e Bastardo, engarrafadas em outubro último e de que há apenas mil unidades de meio litro.
“Este momento é a minha forma de hospitalidade. Primeiro, mostrar o que é a ‘minha’ Madeira, não a colegas de profissão, mas a amigos, que levarão esta experiência na sua memória. Depois, a oportunidade de comemorar este momento da receção da gala Michelin Portugal 2026, com o lançamento do meu primeiro Vinho da Madeira, o ‘No Forno’, que é outro desafio de amizade, do Ricardo Diogo, da Barbeito, e que se transformou numa bela aventura, agora pronta a provar”, partilha, em comunicado, Octávio Freitas.
Ricardo Diogo não tem dúvidas de que o “No Forno” é uma conversa engarrafada. “Há vinhos que nascem puramente de uma técnica, de um terroir ou da tradição. Este, contudo, nasceu de uma conversa e de uma visão partilhada entre amigos. Eu e o chef Octávio Freitas sentámo-nos à mesa com um desafio: criar algo novo. Selecionamos diferentes Verdelhos, Serciais e Bastardos da Barbeito, provámos e combinámos os nossos favoritos até chegarmos a um vinho com uma verdadeira vocação gastronómica. O resultado é esta mistura singular, que leva a nossa assinatura conjunta”, conta.
