Poderia um prato assinado por Diogo Rocha para a Chefs Collection da Vista Alegre ter outro nome que não “Serra”? Não poderia. Porque a serra (da Estrela) faz parte da identidade do chef do Mesa de Lemos, o restaurante com uma estrela Michelin e uma estrela Verde onde serve uma gastronomia sustentável.
Foi no Raw Studio, em Lisboa, que teve lugar a apresentação de mais esta criação de uma coleção que já conta com cerca de duas dezenas de chefs no portefólio, portugueses e não só.
Esta é, como partilhou a marketing manager da Vista Alegre, Denise Madeira, uma das coleções mais importantes da empresa na hotelaria e que se propõe, precisamente, dar visibilidade à marca neste canal.
O que a Vista Alegre faz é procurar os profissionais e perceber quais as particularidades que mais valorizam num prato. E assim se desenvolve cada elemento desta coleção que tem permitido “mostrar distintas visões do conceito gastronómico de cada país”, bem como “trabalhar peças bastante diferenciadoras”.
“Em coleções mais abrangentes não temos tanta possibilidade de brincar”, comentou, com as suas palavras a aplicarem-se ao ondulado que dá forma ao prato by Diogo Rocha. “Foi um desafio técnico, mas ainda dá mais prazer”, afirmou.
O que a marca procura – sublinhou – identidade. E por isso é nas reuniões com os chefs que, de certa forma, começa o design do prato, no sentido de colher partes do seu imaginário, da sua vivência pessoal e da sua experiência gastronómica que permitam contar uma história. Porque “é a história que vai vender o prato”.
No Mesa de Lemos, Diogo Rocha já serve em pratos Vista Alegre (e Bordallo Pinheiro). Mas, agora deu um novo passo, embarcando numa parceria criativa “É preciso coragem para entrar nas maluqueiras dos chefs”, reconhece, brincando com um espírito de eterna satisfação que lhe ia dizendo que o prato nunca estava perfeito. Mas está – conclui.
A escolha do nome foi natural: “É a identidade do sítio onde estou, a serra mais bonita de Portugal, que é a da Estrela.” Agrada-lhe, particularmente, o lado orgânico do prato: “É o toque que nos liga à peça”, afirma, referindo-se às diferentes texturas que acompanham o ondulado. Diogo Rocha encontra nelas a floresta, o pinhal, a vinha (do Dão) – “mais pode ser o que se quiser”.
Não tem dúvidas de que é uma obra de arte, acreditando que “os pratos são muito mais do que a porcelana e a sua utilidade”, fazendo parte da identidade visual das cozinhas e dos restaurantes.