É na Quinta do Mato, propriedade da família em Monção, que Miguel Queimado produz os seus Vale dos Ares. A aposta é na pequena produção, por acreditar que, assim, consegue a calma necessária para se concentrar nos detalhes. E engarrafar a plena expressão das vinhas.
Nos vinhos, “small is beautiful”?
Sim, não há necessidade de complicar. A simplicidade no processo permite uma plena expressão das vinhas.
A aposta na pequena produção é um estado de espírito?
A pequena produção permite-nos ver e observar com a calma necessária para nos preocuparmos com os detalhes.
Os ares do vale dão bons vinhos?
Melhor que os ares do vale, são os ares da montanha. São frescos e vibrantes, o que nos ajuda a construir longevidade.
O que é que o vinho verde tem?
Tem a expressão de uma região fresca e vibrante.
Verde para beber já ou para guardar?
Depende de quem o vai beber. Contudo, o tempo é sempre engrandecedor dos nossos vinhos.
Produzir uma só casta não é monótono?
Não, pelo contrário. Permite-nos aprofundar o conhecimento sobre a casta com que trabalhamos, e. a partir daí, perceber como a localização das diversas parcelas imprime caraterísticas diferenciadores aos mostos.
Como se constrói um portefólio rico numa boutique winery?
Exatamente com a diversidade que a natureza nos permite construir. Quando centralizamos os nossos vinhos nas diferenças das nossas vinhas, torna-se fácil a diversidade.

O que o inspira a fazer vinhos?
Transportar o nosso território para diversos cantos do mundo.
O preferido da casa
O Vale dos Ares em Borras Finas.
O vinho que falta fazer
Um vinho intemporal.
A quem gostaria de dar a provar os seus vinhos?
Aos meus avós.
Se não fosse produtor de vinho seria…
Agricultor.