Chama-se Onze Onze (sim, repetido) e acaba de abrir no Porto: é um bar de vinhos naturais, 100% portugueses, com 30 referências vínicas e petiscos com ingredientes naturais.
A repetição não é por acaso: Matheus Pinto, cofundador do espaço, explica que remete para a numerologia, em que 11:11 significa intuição, criatividade, equilíbrio e manifestação de desejos.
“É este o espírito que pretendemos transmitir, não queremos ser apenas um bar, mas um verdadeiro ponto de encontro e uma casa para conversas sem pressas”, afirma.
O foco foi colocado em pequenos produtores, vinhos de baixa intervenção e ausentes do circuito mais comercial. E – nas palavras do outro fundador, Pedro Reis – “a intenção foi criar um lugar acolhedor, confortável e despretensioso, onde todos possam provar um vinho diferente e experimentar pratos simples e criativos”.
Localizado no quarteirão cultural de Miguel Bombarda, o Onze Onze já foi uma galeria de arte. A decoração é minimalista e industrial, há uma mesa comunitária e as garrafas de vinho com vários rótulos estão dispostas nas paredes.
Da carta fazem parte referências do Minho ao Alentejo, do Douro ao Dão, entre opções de bolhas, brancos, vinhos verdes, tintos, laranjas, rosés e vinhos do Porto, a copo ou à garrafa, mas também cidras, como a Nua Cider, de Ponte de Lima, ou kombuchas, da marca portuense Aquela Kombucha.
Na oferta gastronómica imperam sugestões para petiscar, que variam ao longo do ano. Tudo começa no pão de fermentação lenta, fornecido pela portuense Padaria Generosa, a manteiga noissette feita na casa ou o azeite português, passando pelas conservas nacionais de peixe, disponíveis com vários molhos.
As opções mais compostas centram-se no rillete de pato, com pão e pickles de pepino, no húmus de tahine e cogumelos ou na sopa de tomate com queijo quente. Inspiradas em outras latitudes, surgem ainda as gildas, uma referência aos pintxos originais do País Basco, e o smørrebrød, prato dinamarquês, feito com uma base de brioche, tapenade de azeitona preta e brandade de bacalhau.
