Quando se pensa em verão, pensa-se, quase inevitavelmente, em vinhos brancos e rosés. Mas, um tinto fresco também acompanha bem uma refeição nos dias mais quentes.
Tinto do Douro
A Quinta dos Murças apresenta o Murças Minas 2024, um vinho produzido a partir de vinhas em modo de produção biológica, plantadas em encostas orientadas a sul e próximas de nascentes naturais de água.
Descrito como um vinho fresco, elegante e fiel à identidade do Douro, resulta de um lote de castas tradicionais da região, com destaque para a Touriga Franca, Tinta Francisca, Touriga Nacional, Tinto Cão e Tinta Roriz, com vinhas plantadas entre 1987 e 2011.
Após a fermentação, estagiou nove meses em cubas de betão e barricas usadas de carvalho francês, procurando preservar a pureza da fruta e a expressão do território.

Homenagem à avó
A Mainova acaba de lançar o Matremilia Branco Grande Reserva 2024, um vinho que nasce da vontade de perpetuar memórias, celebrar raízes familiares e homenagear uma mulher que continua a inspirar gerações: a avó Emília.
O nome Matremilia resulta da fusão entre maternidade, legado e Emília, simbolizando a importância das mulheres, e desta avó em especial.
Produzido na Herdade da Fonte Santa, no Alto Alentejo, e com assinatura dos enólogos António Maçanita e Sandra Sarria, é um monocasta Arinto, de uvas provenientes de vinhas conduzidas em modo biológico, colhidas manualmente durante a noite e selecionadas em mesa de escolha. O vinho estagia durante 13 meses em barricas de carvalho francês, ganhando profundidade, textura e complexidade.

Potencial duriense
A Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo apresenta a nova colheita de Mirabilis Branco, um vinho que reforça a sua visão sobre o potencial dos grandes brancos durienses: vinhos de altitude, profundidade, textura e rara longevidade.
Nasce em doze parcelas de vinhas velhas com mais de 70 anos, que revelam a sua resiliência acima dos 500 metros de altitude. Entre a diversidade de castas autóctones, pontuam o Gouveio e o Viosinho, sinónimos de frescura e tensão.
Na adega, o estágio de 12 meses decorreu em 30% barrica nova de 300 litros de carvalho francês, 30% em foudre novo de 1.200 litros, otros 20% barrica de segundo e terceiro ano e 20% cimento cru de pequeno volume.

Vinhos de identidade
Da Casa Relvas acabam de chegar ao mercado duas novas referências que, segundo o produtor, reforçam o seu compromisso com vinhos de identidade, origem e forte ligação ao território: o Herdade de São Miguel Vinha Jardim Tinto 2024 e o Casa Relvas Rabo de Ovelha Reserva Branco 2023.
O Herdade de São Miguel Vinha Jardim Tinto 2024 é produzido a partir das castas Touriga Franca e Alicante Bouschet, resultando de um terroir que lhe confere estrutura, frescura e identidade. Com vindima manual e estágio de 12 meses em carvalho francês, exibe uma cor rubi com reflexos violetas, apresenta aromas de frutos vermelhos maduros, flores brancas e especiarias, bem integrados com notas subtis de baunilha. Na boca é redondo, rico e volumoso, com acidez equilibrada, taninos finos e um final longo e complexo.
Já o Casa Relvas Rabo de Ovelha Reserva Branco 2023 é o primeiro Reserva deste monocasta. Com vindima manual, fermentação em inox e estágio de quatro meses em barricas de 400 litros, seguido de dois anos em garrafa, este branco revela cor amarelo citrino, aroma complexo de frutos tropicais e flor de laranjeira, sendo na boca muito fresco, com boa acidez, mineral e harmonioso.

Blanc de Noirs
A colheita de 2025 do Vinha das Romãs Blanc de Noirs, da Ravasqueira, já está no mercado. Produzido a partir das castas Touriga Nacional e Syrah combina mineralidade com notas de fruta branca no nariz, o que lhe confere frescura e harmonia.
Este vinho resulta de um processo de vinificação que o produtor de Arraiolos descreve como meticuloso: as uvas são colhidas manualmente para caixas de 20 kg, mantidas em frio até à vinificação e prensadas em cacho inteiro, aproveitando apenas a fração inicial da prensagem, onde a cor é inexistente. Após o início da fermentação em inox, estagia em barricas novas de carvalho francês, onde permanece durante seis meses com trabalho de batonnage, ganhando profundidade, textura e elegância.
No perfil aromático destacam-se a mineralidade e as notas de fruta de caroço, como pêssego e damasco. Na boca, a acidez assume o protagonismo, equilibrada pela fruta e pela cremosidade conferida pelo estágio em barrica. Os aromas subtis de tosta e pão torrado reforçam a complexidade deste branco com potencial para evoluir em garrafa.

Um rosé ímpar
A Sogrape apresenta o Série Ímpar Pinheiro da Cruz, um rosé muito particular: é que nasceu no Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz, no Carvalhal.
Com enologia de Luís Cabral de Almeida, tem origem numa vinha com 19 hectares, plantada em solos arenosos a dois q2uilóetros do mar, sob forte influência atlântica.
Apresentado como profundo e estruturado, o Série Ímpar Pinheiro da Cruz 2025 resulta de um blend de Castelão (50%), Aragonês (35%) e Syrah (15%). A sua cor intensa e maior volume de boca são fruto de um contacto pelicular prolongado, potenciado por uma prensagem manual em prensa vertical. Parte do lote (15%) concluiu a fermentação em barrica usada de carvalho francês, acrescentando complexidade e textura.

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