Mais de 60 anos depois de ter servido a primeira refeição, a Churrasqueira do Campo Grande, em Lisboa, acaba de reabrir. E reabre com foco no regresso à essência, mantendo uma identidade assente na cozinha de conforto.
É por isso que no centro continua a grelha e que o frango assado permanece como protagonista da carta. Agora servido num ambiente renovado, com uma identidade visual atualizada.

“Não quisemos inventar um conceito novo, mas sim cuidar de uma herança. A Churrasqueira do Campo Grande faz parte do quotidiano de Lisboa e da memória afetiva de milhares de pessoas. O nosso compromisso foi dotar o espaço de maior conforto e consistência de serviço, preservando intactos o sabor, o calor do acolhimento e o respeito pelas pessoas que aqui se sentam à mesa há mais de 60 anos”, afirma o proprietário, Francisco Breyner.
Na cozinha, o receituário tradicional português é o fio condutor, visível em propostas como croquetes de novilho ou peixinhos da horta com maionese de coentros e lima, duas das entradas. Mas há também caldo verde e sopas de conforto, como a canja de bacalhau com ovo escalfado ou a sopa da panela.
Nos peixes, pontuam pratos como a posta de bacalhau de cura tradicional, o arroz de bacalhau com coentros, a posta de corvina grelhada com molho de limão. E, nas carnes, à mesa chegam sugestões como fatiota de coelho desossada com molho verde, carne da vazia com molho, grelhada de porco alentejano, ou cachaço de porco à bordalesa. Sem esquecer o frango assado.



O objetivo é que reafirmar a vocação da churrasqueira como ponto de ancoragem do barco, um porto seguro gastronómico.