Evoluir na essência. É assim que a fundadora da Conceito, Carla Costa Ferreira, define a nova etapa da empresa que produz vinhos no Douro Superior há vinte anos. Uma etapa protagonizada por uma nova equipa – comercial e de enologia – e de que há quatro vinhos para provar.
Foi quando os três meses das chamadas “férias grandes” eram passadas na aldeia que começou a germinar em Carla o gosto pela viticultura. A faculdade confirmou o que define como uma paixão, que a levou, em 1995, a adquirir uma quinta no Douro e, dois anos depois, a fundar a empresa. A adega chegaria em 2005 e, com ela, os primeiros vinhos com a marca Conceito.
Em 2025 dá-se a conhecer uma nova vida, com a contratação de Lília Cerdeira como diretora comercial e de Paulo Amaral e Décio Coutinho como enólogos. “É continuidade, mas com uma nova visão. Vamos continuar a apostar na pureza e elegância dos nossos vinhos, mas com um novo olhar sobre o Douro, um olhar sobre os detalhes das nossas vinhas e o nosso terroir. E vamos ousar”, enquadra.
Com 23 anos de experiência em vários departamentos da Lavradores da Feitoria, Lília Cerdeira diz que é com a parte comercial que mais se identifica: Gosto muito da ligação às pessoas e de mostrar o que fazemos de melhor”, comenta, afirmando-se entusiasmada por ajudar a escrever o novo capítulo da Conceito. “Temos um grande legado, pelo que a ideia é continuar, é crescer sem esquecer o que está na origem”, nota, falando, tal como a sócia gerente, em ousadia, uma ousadia que os 100 hectares de vinha potenciam.
Essa será a missão da nova dupla de enólogos. Paulo Amaral trabalha desde 2005 no Douro, nos últimos dez anos em nome da Casca Wines. Já Décio Coutinho traz no currículo 17 vindimas em Bordéus (França).
São já eles que assinam os quatro vinhos mais recentes da Conceito: Alvarinho Branco 2024, Arinto Branco 2024, Bastardo Branco 2024 e Touriga Nacional 2023. Dos brancos dizem que se destacam pelo “notável potencial de envelhecimento”, resultado da “acidez vibrante e da complexidade” que apresentam. Quanto ao Touriga Nacional, descrevem-no como um “verdadeiro vinho de guarda”, com estrutura e taninos firmes que lhe conferem capacidade para evoluir e amadurecer elegantemente ao longo dos anos.