Quando se entra no Cantaloup, o que chama de imediato à atenção é a imponente garrafeira, uma marca de água do restaurante paulistano que acaba de cruzar o Atlântico para se instalar em Lisboa. O Lardo do Picadeiro, no Chiado, foi a localização escolhida para dar a conhecer as razões que justificam um sucesso de três décadas no Brasil.
A presença de mais de duas centenas de referências vínicas tem uma explicação simples: é que o empresário Daniel Sahagoff, proprietário do Cantaloup, é também enófilo. E, em Lisboa, tal como acontece em São Paulo, a curadoria de vinhos é um ponto alto da experiência.

Mas, claro que a gastronomia é o que faz voltar. E esse é o pelouro de uma equipa liderada por Rogério Giudice, chef executivo, e pelos subchefs Armando Francatto e Gabriella Ary. O evento de inauguração – no dia 14 – permitiu degustar alguns dos sabores, desde ravioli de pato a lingueirão à bulhão pato, sem esquecer as sobremesas – entre elas, mousse de chocolate e pinhão caramelizado, e quindim, maracujá e espuma de coco, assinadas por Isabella Randis.


A carta do restaurante foi pensada para dar protagonismo aos sabores e produtos locais, mas sem esquecer que há um oceano que liga os dois espaços da marca – e, por isso, haverá também um pouco de Brasil, como a mandioca ou a pimenta de cheiro.
Aliás, fazer esta ponte cultural está na origem do novo Cantaloup “Lisboa vive um momento extraordinário de efervescência cultural e o Chiado é o epicentro dessa energia. Chegar aqui, num ano tão simbólico em que celebramos 30 anos de história, posiciona o Cantaloup como um player internacional num dos palcos mais disputados e cosmopolitas do mundo atual. É a realização de um sonho de expansão que honra as nossas raízes e, ao mesmo tempo, abraça esta audiência global com a paixão e a audácia de sempre”, conta o seu fundador.

O espaço propõe-se conversar com os brasileiros que residem ou visitam a Europa, mas também com as comunidades internacionais e com os turistas que habitam o Chiado, sem esquecer os lisboetas.
Para essa conversa, o arquiteto brasileiro Otávio de Sanctis quis criar um ambiente que privilegia o conforto, por via da utilização de madeiras nobres e de uma iluminação acolhedora. Nele têm lugar 56 pessoas, na sala principal, e outras 30 na esplanada, a que se junta uma sala privada para 12 e, em breve, um jardim de inverno para 14.