Entre brancos e rosés, estes são alguns dos rótulos que acabam de chegar ao mercado, a tempo de refrescar os dias quentes.
O primeiro ânfora
A Quinta do Sampayo apresenta o Branco 2025 DOC, um vinho que marca a introdução do estágio em ânfora na produção da marca. Produzido a partir das castas Fernão Pires e Arinto, típicas da região, traduz uma interpretação contemporânea do terroir, combinando frescura, equilíbrio e expressão aromática.
Com enologia de Marco Crespo, os dois lotes foram vinificados e estagiados separadamente. No caso do Fernão Pires, parte estagiou em ânfora de cerâmica e outra em barrica de carvalho francês, enquanto o Arinto se dividiu entre inox e madeira.
A ânfora contribui para uma maior definição aromática e para uma expressão mais direta do vinho. Com 12% de álcool, este branco apresenta um perfil leve e gastronómico.

O sétimo rosé
A marca São Luiz dá a conhecer a sétima edição do Winemaker’s Collection Tinto Cão Reserva Rosé, um vinho da colheita de 2025.
Assinado pelo enólogo Ricardo Macedo, este rosé é, como o nome indica, elaborado a partir da Tinto Cão, uma das castas mais raras e identitárias do Douro. Na sua origem estão vinhas implantadas em solos xistosos a cerca de 400 metros de altitude.
De tonalidade salmão com nuances coral, apresenta um perfil aromático marcado por notas de romã, groselha e framboesa, envolvidas por uma subtil dimensão mineral. Na boca revela textura envolvente, elegância e uma acidez vibrante que lhe confere energia e persistência, prolongando-se num final longo e expressivo.

Douro sem madeira
Lavra e Lavra Altitude é a nova gama da Lavradores de Feitoria. Trata-se de vinhos sem uso de madeira, uma expressão direta do Douro, através do blend das suas castas autóctones, plantadas nas três sub-regiões durienses.
De perfil jovem, fresco e frutado, os vinhos Lavra são produzidos a partir das vinhas mais jovens do coletivo de produtores, com uma média de 20 anos. Assim, o Lavra branco é composto pelas castas Malvasia Fina, Gouveio e Síria, enquanto o tinto conta com Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Touriga Nacional.
Quanto ao Lavra Altitude, distingue-se pelo facto de as uvas serem provenientes de vinhas a 450 metros de altitude. O tinto reúne Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinto Cão. O branco resulta das castas Viosinho, Gouveio e Boal do Douro. E o rosé é composto primordialmente por Touriga Franca, com um blend de outras castas autóctones.

Um branco e um rosé divertidos
A Adega do Cartaxo acaba de adicionar um rosé à gama Cuco Maluco, que se estreou o ano passado com um branco. Trata-se de uma dupla de vinhos jovens, frescos e leves, com perfil assumidamente moderno, com um teor alcoólico moderado a baixo.
Ambos com certificação de origem, são feitos no com uvas as castas rainhas da região, a Fernão Pires no branco e a tinta Castelão no rosé.
Assim, já é possível beber o Cuco Maluco Fernão Pires branco 2024 e o Cuco Maluco Castelão rosé 2025. Dois lançamentos queassinalam, ainda, a utilização de screw cap pela adega, com o objetivo de descomplicar o próprio momento de abrir a garrafa.

Estreia nos espumantes
A marca Pouca Roupa, do portefólio da João Portugal Ramos, estreia-se numa nova categoria, com o lançamento do Espumante Bruto Blanc de Noir, que se junta, assim, aos vinhos branco, tinto e rosé.
Elaborado exclusivamente a partir de uvas tintas vinificadas sem contacto prolongado com as películas, este Blanc de Noir apresenta uma cor citrina muito pálida e uma bolha fina, persistente e refrescante. No nariz destacam-se aromas de fruta branca fresca, como pêssego branco e ameixa branca, acompanhados por delicadas notas fermentativas que reforçam a sua juventude e frescura. Na boca revela-se seco, leve e envolvente, com mousse cremosa e uma acidez equilibrada que lhe confere dinamismo e grande aptidão gastronómica.
Com um perfil fresco e expressivo, o novo Pouca Roupa Espumante Bruto surge como uma proposta para consumir durante todo o ano.

Menos álcool
Jacaré é a mais recente entrada no portefólio da Ravasqueira. É um vinho que alia frescura e autenticidade, tendo sido pensado para responder a um consumidor que procura alternativas com menor teor alcoólico.
Produzido a partir da casta Sauvignon Blanc, possui um perfil aromático jovem, revelando no nariz aromas de ameixas verdes, pêssego e frutos exóticos. Na boca, é denso e equilibrado, com uma efervescência discreta.
Com apenas 9% de teor alcoólico, o Jacaré foi pensado para acompanhar os melhores momentos do verão.

Quatro brancos
A Adega de Borba propõe quatro brancos para os dias de verão: são eles as colheitas de 2025 de Adega de Borba Branco, Montes Claros Branco, Castelo de Borba Antão Vaz e Senses Viognier.
Produzido a partir das castas Roupeiro, Arinto e Antão Vaz, o Adega de Borba Branco 2025 apresenta cor citrina bem definida e boa intensidade aromática, combinando notas de frutos tropicais e cítricos. Na boca, revela-se macio e fresco, com predominância de lima e um final persistente marcado por frutos cítricos.
Já o Montes Claros Branco 2025 é um blend de Arinto, Roupeiro, Antão Vaz e Alvarinho. De cor citrina, como limão maduro, apresenta um aroma intenso, marcado por frutos amarelos de boa acidez e notas de frutos tropicais. Na boca, revela-se equilibrado, fresco e jovem, com predominância de frutos cítricos e um perfil elegante.
Por sua vez, o Castelo de Borba Antão Vaz 2025 expressa o perfil frutado e a juventude da casta. A cor é citrina a limão maduro, e o aroma de fruta tropical, acompanhado por ligeiras notas florais e de especiarias. Na boca, a acidez confere-lhe frescura, enquanto a persistência revela sabores de frutos amarelos maduros e um caráter cítrico.
A cor limão maduro está igualmente presente no Senses Viognier 2025, cujo aroma é intenso, a frutos amarelos de caroço. Na boca, destacam-se notas de alperce e pêssego, apoiadas por uma estrutura ácida ligeira e equilibrada.


| Imagem de capa | Magnific |