Seja para oferecer, seja como epílogo de uma refeição natalícia, o vinho do Porto é sempre um clássico. Ainda assim, é possível variar: afinal, há sempre novidades por esta altura do novo.
O primeiro colheita
A Quinta do Pessegueiro acaba de lançar o seu primeiro Porto Colheita, que chega assim a tempo de garantir lugar nas mesas de Natal. A colheita é de 2012 e chega em apenas 730 garrafas.
Com enologia de João Nicolau de Almeida e Hugo Helena, este Porto é proveniente de uvas de uma vinha velha, o que resulta num vinho descrito como sendo de grande complexidade e elegância.
Os 13 anos de envelhecimento em pipa de 600 litros assistiram a uma evolução na cor – de ruby para tawny, com os aromas dos frutos vermelhos a darem lugar a notas de frutos secos e especiarias.
É, pois, um Porto Tawny, com indicação de idade, envelhecido na adega. E, embora esteja pronto a beber, tem potencial de guarda em garrafa.

Um novo ciclo
A Krohn assinala 160 anos de história com um lançamento que simboliza tanto o seu legado como o início de um novo ciclo: trata-se da Krohn Fine Porto Collection, um estojo de madeira exclusivo, que reúne seis Vintage — 1958, 1960, 1970, 2003, 2009 e 2022.
A escolha tem autoria de David Baverstock, chairmanwinemaker da WineStone, a holding do Grupo José de Mello dedicada aos vinhos. E procurou que cada vintage refletisse um momento único na história da marca, mas também a vontade de olhar em frente.
A Krohn Fine Porto Collection é apresentada em madeira nobre, num estojo limitado a apenas 100 unidades, todas numeradas.

Vintage de 2023
A Quinta Vale D. Maria apresenta o seu primeiro vintage assinado pelo enólogo Rui Viana: é do ano de 2023, declarado excecional no Douro.
O lote é constituído por 25 castas tradicionais do Douro, de produção totalmente manual, desde a seleção das uvas até à pisa a pé em lagares de granito. O estágio, durante 21 meses, decorreu em cascos antigos de carvalho e de castanho, com o engarrafamento a dar-se em junho último.
De cor violenta profunda e opaca, o Quinta Vale D. Maria Porto Vintage 2023 exibe um aroma descrito como expressivo e complexo, com frutos pretos maduros, violetas frescas e nuances de esteva. Segundo o produtor, na boca, mostra estrutura e densidade, prolongando-se num final subtil e persistente.

Em garrafões
A Vieira de Sousa acaba de lançar dois tawnies em garrafão. Um de 10 anos e outro de 20 anos, ambos em formato de dois litros.
Assim, o Vieira de Sousa Porto Tawny 10 Anos – Edição Garrafão 2L é um vinho do Porto com indicação de idade, sendo constituído por vários lotes envelhecidos durante anos em tonéis, durante 10 ou mais anos. Todas as uvas que deram origem a este Porto provêm de vinhas próprias, situadas na margem direita do rio Douro. A fermentação, com maceração das películas, foi feita nos antigos lagares de granito com pisa a pé. De cor tijolo, é descrito como revelando aromas de frutos secos e um toque a figos e ameixa madura, com um final de boca longo e mais seco.
Já o Vieira de Sousa 20 Anos é feito com uvas originárias das diferentes quintas da família, tendo sido vinificado em lagares de granito e envelhecido em tonéis, durante mais de 20 anos, nos armazéns localizados no Douro. O blendé elaborado com diferentes lotes de vinhos do Porto Tawny, resultando num vinho de cor âmbar dourada.
