Um oásis de paz. É assim que o empresário Dieter Morszeck descreve a Quinta do Paral, o projeto vitivinícola que iniciou em 2017 e que virou nova página, este verão, com a abertura de um hotel de luxo em plena planície alentejana.
A inauguração, a 21 de setembro, permitiu comprovar estas palavras: o hotel – de apenas 22 quartos – está perfeitamente inserido na paisagem, respeitando a arquitetura tradicional e proporcionando um conjunto de espaços que convidam ao dolce fare niente. Com um copo de vinho na mão.
O vinho entra nesta história desde o início, desde que o empresário alemão decidiu vender o negócio de família – a marca de malas de luxo Rinowa, de que era presidente (e neto do fundador) – e mudar-se para o Alentejo.

A propriedade de 85 hectares, no concelho da Vidigueira, é, pois, um dos seus projetos, a par do fabrico de aviões (na Suíça e nos Estados Unidos) e da fundação que leva o seu nome e que criou em 2016, para “ajudar de pequenas e grandes formas”.
Começou pelos vinhos, com consultoria de Luís Morgado Leão e, volvidos estes anos, diz que têm sido um sucesso, somando prémios. “Estão entre os melhores de Portugal”, orgulhou-se, ao falar, num português já bastante fluente, no momento mais solene da festa de inauguração do hotel.
Acredita, porém, que é preciso mudar a perceção dos vinhos do Alentejo, que considera ainda pouco conhecidos no mundo. E é o que se propõe fazer junto dos hóspedes internacionais – dos Estados Unidos, do Brasil e de vários países europeus – que espera receber no hotel.

Oferece-lhes um “oásis de paz para desfrutar a vida com um bom copo de vinho e uma boa comida alentejana”. Assinadas pelo chef José Júlio Vintém, as propostas gastronómicas cruzam os ingredientes locais e sazonais com um toque de sofisticação, pensadas para potenciar as harmonizações vínicas.
Tudo servido num ambiente que – como sublinhou o empresário – concentra o luxo no interior, com elementos de modernidade, deixando que o exterior reflete a influência arquitetónica das diferentes épocas. O resultado é uma casa alentejana, com certeza, caiada de branco, mas com balcões e outros apontamentos mouriscos. Com lugar no portefólio exclusivo da Leading Hotels of the World.
A paisagem, essa, é a da planície e da vinha, uma paisagem que Dieter Morszeck reputa de a Toscana portuguesa, porquanto lhe faz lembrar a região homónima de Itália. É – diz – “um Portugal autêntico”.