Brancos, rosés ou tintos, há novos vinhos a chegar ao mercado, para dar a provar o melhor da enologia nacional.
Branco do Dão
Manifesto é o novo branco da No Rules Wines, uma colheita de 2022 da vinha da Torre em Girabolhos, aldeia no vale do Mondego. Assinado por Tiago Macena, é uma edição limitada a mil garrafas.
É composto pelas castas Bical, Malvasia-Fina, Cerceal-Branco e Encruzado, plantadas nos anos 80 e colhidas em simultâneo. A fermentação arrancou em depósito de inox e parte do mosto foi transferido para duas barricas novas de carvalho francês de 500L, onde completou a fermentação e estagiou durante quase um ano. Seguiu-se um repouso em cave durante mais de dois anos: “Queríamos que fosse um vinho do lugar. Deixámo-lo crescer com o tempo necessário, para agora chegar ao mercado como um vinho maduro e pronto a ser bebido com prazer”, destaca o enólogo.
É descrito como um vinho com aroma complexo, com “notas de pedras molhadas e fruta citrina”, como limão, toranja e maçã golden. Apresenta “estrutura rica e acidez crocante” que lhe conferem potencial de evolução, permitindo crescer em garrafa durante os próximos sete a dez anos.

70 anos
Havendo Tempo é o lançamento com que a Adega de Borba assinala os seus 70 anos. É apresentado como um vinho que simboliza o valor da paciência, da tradição e do tempo como ingrediente essencial para a excelência.
Está disponível nas versões Tinto 2021 e Branco 2023, ambos com castas tradicionais da região. No caso do branco, são elas Roupeiro, Rabo de Ovelha e Arinto, juntas num vinho de cor citrina esverdeada, aromas a frutos cítricos e nêspera e sabor frutado tropical.
No que concerne o tinto, é fruto de Alicante Bouschet, Trincadeira e Alfrocheiro, provenientes de vinhas antigas. De cor granada, revela aroma a compota de frutos negros, especiarias, ervas aromáticas e pimento.

Trio do Douro
A gama Assobio tem três novos membros: um branco e um rosé, ambos de 2024, e um tinto, da colheita de 2023. E, segundo o produtor, refletem uma perspetiva diferente do Douro, mais leve e vibrante.
Estes vinhos nascem em quotas mais elevadas, a mais de 300 metros de altitude, com exposição a norte — condições muito particulares que permitem obter uvas com menos maturação e um perfil de vinhos do Douro mais frescos, elegantes e com forte aptidão gastronómica.

Da Serra
A Casa da Passarella apresenta dois novos vinhos com a chancela Villa Oliveira – o Encruzando 2022 e o Uva-Cão 2021. São duas edições limitadas daquela que foi a sua primeira marca, criada há mais de 100 anos, e que refletem o compromisso com as castas autóctones da Serra da Estrela.
Assim, o Villa Oliveira Encruzado 2022 é a celebração de uma das castas brancas mais nobres do Dão. É produzido a partir de uvas colhidas manualmente de uma vinha com mais 40 anos, tendo-se a fermentação iniciado espontaneamente em cuba de cimento com contacto pelicular, passando depois para barricas velhas. O resultado é um vinho de cor cítrica, com aromas a frutos brancos e líchias, de estilo encorpado, fresco e elegante, com uma acidez vibrante e um final de boca longo.
Já oVilla Oliveira Uva-Cão 2021 dá vida a uma casta quase extinta. Também aqui a fermentação espontânea se iniciou com contacto pelicular, sendo que, após prensagem, o mosto foi conduzido 50% para cuba de cimento e 50% para barricas de 500L. De cor cítrica, apresenta aromas a frutos brancos, uma frescura típica da casta e proporciona uma prova delicada e complexa, com um final de boca muito longo.

Imagem | Freepik